Dia das mães

Casa cheia, a cozinha à todo vapor, arranjos de flores do meu sítio nas jarras.

É porque adoro tudo isso, faz parte da minha bagagem de infância. Me lembro da vovó colocando cuidadosamente flores na casa da fazenda. As rosas eram as suas preferidas. Era assim, uma mesa enorme na sala de jantar aguardava uma toalha muito branca engomada que era colocada nas datas especiais.

E entre as caseirices delá e outras dacolá, penso: como era bom aquele tempo!

Me concentro novamente no que estava fazendo e… Meu Deus! Onde coloquei os presentes da minha filha e minha nora? Vou até o armário e, sabe aquele cantinho onde guardamos as surpresinhas? Encontro, estão lá! Ufa!

Agora volto para acabar de conferir os detalhes que costumam fazer a diferença, ou melhor dizendo, a cereja do bolo! E sem me esquecer, vou até a santa do meu altarzinho e peço: “Me dá uma ajudinha, minha santinha! Para que tudo corra bem!”

Olho de relance para ela e sinto que tudo vai dar certo! Mais uma vez, passo os olhos em tudo e já ouvindo o som do violão na sala, meu marido cantando…  a campainha toca! É a família que chega alvoroçada e tudo começa… Casa cheia, a cozinha à todo vapor, arranjos de flores nas jarras… É o Dia das Mães!


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