Casa Cor 2015

Este ano o mundo da decoração dá sua grande volta olímpica, em uma casa dos anos 70 com projeto do arquiteto mineiro Raul de Lagos Cirne, na orla da Pampulha. Os ambientes estão confortáveis, aconchegantes e com design a serviço do conforto! O visual da casa foi transformado com sabedoria, estabelecendo nova linguagen onde o preconceito que talvez pudesse envolver a palavra “Decoração” foi riscada do mapa. Uma decoração com os pés no chão, cujo tema é o Brasil visto por dentro, incluindo as mostras de Minas, São Paulo e Rio de Janeiro. Para os arquitetos em Belo Horizonte, o traço marcante é a mineiridade: pinturas, referências da riqueza do barroco, trabalhos de artesãos locais, ceramistas, muita sucupira e plantas da Mata Atlântica, fotos de trilha de bicicletas, esculturas em pedras de minério lindas de viver!

A grande novidade desse ano foram os containers, decorados com inteligência e maestria, entre eles, Felipe Soares, cujo projeto tem o nome de “Box 16”. Gostamos tanto que já estamos escrevendo um post sobre seu trabalho dentro e fora da Casa Cor. Dentre os projetos que mais gostamos estão: O Home Theater assinado por Zilda Santiago e Anamaria Diniz, um ambiente tão acolhedor que nos convida a sentar e querer ver um filme com direito a pipoca e refrigerante. Os estofados em tecidos aveludados nos tons azul, marrom e bege e a iluminação suave, um verdadeiro charme!

O quarto de bebê, de “Era uma casa”, nos faz sonhar com contos de fadas! Também estamos preparando um post especial só desse espaço! A casa de vidro de Cristina Menezes, que foi montada com vidro reflexivo, isola até 70% do calor e 100% dos raios UV, o que gera um grande conforto e também um clima onírico, com porcelanas alusivas à “Alice no país das maravilhas”.

Marcia Carvalhaes foi responsável pela suíte máster, com poltronas, cadeiras e banquetas de designers brasileiros e um banheiro todo branco e lindo agraciado por uma parede em mosaicos de ônix e Chifres-De-Veado que permeiam Philodendrons e outras plantas naturais da Mata Atlântica.

O Banheiro Público, que era para ser um espaço de passagem, prendeu nossos olhares por muito tempo. Ali ficamos admirando o projeto de Bruno Viana, com esculturas de Marcos Esteves, da “Espaço 670” e as esculturas de cabeças de Elisa Penna. O uso do tecido feito em malha e garrafa pet para os estofados são realmente belos e macios ao toque.

Ficamos bastante tempo também da Sala Central, projetada por Pedro Lázaro, e nossos olhares se encantaram com um armário bem masculino e incrivelmente leve, executado em malha metálica e madeira ebanizada que tanto serve como adega e divisória  de ambientes, projetado pelo próprio arquiteto. No mesmo ambiente, e um espetáculo à parte, encontra-se o trabalho do artista uruguaio, radicado no Brasil, Fernando Velazquez, obra de arte em algoritmos, que antes não saiam dos laboratórios de computação.

A Deck Sol, outra que amamos, também está presente com seu charme, peças lindíssimas e de muito bom gosto! Os closets estão fantásticos. Não podemos deixar de citar os bordados de Cyra Lobo presentes em lindas almofadas e pufs.

Bem, teríamos muito mais para dizer aqui, mas como já dissemos são vários ambientes, pessoas incríveis, e acabamentos, automação dos ambientes e muito, muito mais, então, é melhor passarmos para as fotos, que vão mostrar tim-tim por tim-tim tudo que está lá! Vamos?  Se deliciem e, quem sabe, muitas idéias virão!

Olha que lindo o efeito do painel de acrílico duplo com bolinhas de ar na Sala de Banho Deca, de Angelo Coelho e Cristina Morethson.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *